Pré-natal odontológico pode evitar parto prematuro

Grande parte das mulheres não sabe, mas existe relação entre saúde bucal e gravidez. Isso mesmo. E tem mais. Já foi comprovado que a condição periodontal está associada ao nascimento de bebês prematuros e/ou baixo peso.

Um estudo publicado na Revista UNINGÁ teve como objetivo compreender a relação entre a doença periodontal e as complicações geradas durante o período gestacional, e assim, reafirmar a necessidade e importância da prevenção e acompanhamento odontológico no pré-natal. Uma das considerações da pesquisa foi que a presença de bactérias gram-negativas e seus produtos conseguem atingir o líquido amniótico por via hematogênica, e a mesma ser exacerbada pelas alterações hormonais características desta fase.

A doença periodontal é a segunda patologia mais prevalente no mundo, pode acometer cerca de 30% a 100% de pacientes do gênero feminino durante a gestação. Por isso a importância do pré-natal odontológico, que pode chegar a evitar 99% dos casos de gengivite, doença difícil de ser detectada pela paciente.

Dessa maneira são de suma importância na rotina de gestantes as visitas regulares ao cirurgião-dentista, para que as chances de partos prematuros e/ou baixo peso possam diminuir. E vale lembrar, após o filho nascer, os cuidados com a saúde bucal de ambos não devem ser deixados de lado

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Comissão da Câmara aprova exame odontológico em abrigos e instituições de longa permanência

Foi aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados no dia 26 de junho a proposta que obriga a realização de exames odontológicos preventivos em crianças e adolescentes que estão em abrigos e anual para idosos em instituição de longa permanência.

O texto aprovado é um substitutivo da deputada Flávia Morais (PDT-GO) ao Projeto de Lei 3607/15, do deputado Mário Heringer (PDT-MG). O texto original obriga abrigos, creches e asilos a realizar, pelo menos uma vez por ano, exames odontológicos nas pessoas que abrigam.

Foram incluídos nas campanhas de educação sanitária os guardiães, além dos pais, educadores e alunos, visando assegurar a participação de todos responsáveis. A parlamentar retirou da proposta as creches, por não serem entidades de residência e sim escolas.

De acordo com o novo texto, os exames serão realizados preferencialmente na rede credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Independente dos exames preventivos, o estabelecimento é obrigado a encaminhar o assistido para o dentista sempre que houver sinais e problemas bucais.

Com o projeto de lei o ECA fica alterado, dobrando o número de consultas odontológicas obrigatórias. A lei atual fala em consultas aos 6 e 12 anos, mas a nova proposta defende em quatro momentos (aos 4, 8, 12 e 16 anos). Além disso foi incluído a obrigatoriedade da assistência odontológica anual no Estatuto do Idoso.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

*Com informações da Agência Câmara

Comissão aprova projeto para atendimento odontológico em hospitais

Mais um enorme passo para a expansão da Odontologia Hospitalar (OH) no Brasil. A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 886/15, que determina que as unidades de saúde públicas ou privadas deverão oferecer atendimento odontológico aos pacientes internados.

Ela agora será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça. Se aprovada, poderá seguir diretamente para o Senado, sem passar pelo Plenário. Após aprovada, a proposta terá seis meses para ser regulamentada pelo Ministério da Saúde e deverá entrar em vigor um ano após sua publicação.

A presença do cirurgião-dentista dentro do hospital, seja em unidades de terapia intensiva, semi-intensiva, coronarianas ou leitos de internação, pode contribuir para diagnósticos precoces e prevenção de pneumonia associada à ventilação, visto que os pacientes apresentam, em sua maioria, deficiências na higiene bucal, o que permite a propagação de patógenos que propiciam o aparecimento de outras doenças.

A OH funciona no combate a infecções e processos inflamatórios oriundos da cavidade bucal, para que não haja paralisação de outros tratamentos. No Hospital Regional de Ceilândia, por exemplo, a presença de cirurgiões-dentistas nas unidades de tratamento intensivo fez com que a instituição ficasse 13 meses com índice zero de pneumonia associada à ventilação mecânica em pessoas internadas na UTI Adulto. Outro estudo, realizado na UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, comprovou que a Odontologia Hospitalar pode reduzir em até 56% as chances de desenvolvimento de infecções respiratórias

A diretora do Centro Multidisciplinar de Odontologia Intensiva (CEMOI), Claudia Baiseredo, explica que a atuação do dentista vai além do consultório: “Com o envelhecimento da população cada vez mais atuamos em ambientes externos para atendermos pacientes com doenças crônicas que, apesar de terem um qualidade de vida boa, precisam ter uma atenção redobrada da saúde oral. Dessa forma trabalhamos em hospitais, UTIs, e na própria casa de pacientes sistemicamente comprometidos, o chamado serviço de home care”.

Conceituada pelo Conselho Federal de Odontologia em 2015, a Odontologia Hospitalar possui oito categorias de atuação e visa a promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças orofaciais, de manifestações bucais de doenças sistêmicas ou de consequências de seus respectivos tratamentos. Para atuar na área o CFO determinou

Para atuar na área o cirurgião-dentista deve se habilitar em um curso com mínimo de 350 (trezentas e cinquenta) horas, sendo 30% de horas práticas e 70% de teóricas, máximo de 30 alunos por turma e com, no mínimo, um professor com o título de mestre ou doutor. O CFO determinou em sua resolução 162/2015 que são disciplinas básicas: rotina hospitalar, propedêutica clínica e BLS (Basic Life Support).

O CEMOI já formou mais de 300 dentistas e seus novos para o Rio de Janeiro (Casa de Saúde São José) e Brasília (Hospital Daher) estão abertos. Eles apresentam 520 horas de aulas teóricas, práticas e à distância, e módulo exclusivo sobre gestão empresarial. Além disso os certificados do CEMOI já são reconhecidos pelo CFO, além de trazerem o selo de acreditação internacional do Latin American Quality Institute e do Colégio Brasileiro de Odontologia Hospitalar e Intensiva.

CEMOI ganha prêmio internacional de qualidade

Pelo terceiro ano consecutivo o CEMOI foi escolhido para receber o Prêmio Latino-americano de Qualidade do Latin American Quality Institute (LAQI). O prêmio reconheceu a gestão e qualidade dos cursos do CEMOI, além de certificar as boas práticas através de um trabalho responsável e dedicado com toda a equipe.

A entrega será realizada no Quality Festival, que acontece de 20 a 22 de novembro, com o tema “Desafío 2018: Transformar negócios. Criar impacto a longo prazo para as empresas e para a sociedade”. Maior encontro latino-americano na área da Qualidade e Governo Corporativo para a Gestão Empresarial, este ano o evento será realizado na cidade de Punta del Este (Uruguai), e deverá reunir mais de 500 líderes empresariais.

O evento irá trazer oportunidades para o desenvolvimento dos premiados, com informações selecionadas e especialmente pensadas para este importante momento empresarial, contando com um qualificado público composto principalmente por líderes executivos de diferentes organizações latino-americanas e africanas, profissionais ligados à responsabilidade Social, interessados em compartilhar dados valiosos em conferências e apresentações sobre Excelência na Gestão, Inovação Empresarial, Sustentabilidade e Competitividade. Dentro da programação, serão realizadas conferências, mesas de discussão, oficinas de coaching, painéis de opinião e workshops de atualização.

Por que um dentista no hospital? Você vai se surpreender

Aumenta significativamente a cada dia o número de hospitais que contratam cirurgiões-dentistas e os projetos de lei que tornam obrigatória a presença de dentistas em hospitais das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e no Sistema Único de Saúde.

No entanto, a odontologia hospitalar ainda é um ramo de atuação pouco conhecido. Através dela o profissional atua em unidades de terapia intensiva, semi-intensiva, coronarianas e leitos de internação, interagindo com a equipe multidisciplinar de médicos, fisioterapeutas e enfermeiros.

Não podemos negar que os pacientes mais beneficiados pela odontologia hospitalar (OH) são aqueles sistemicamente comprometidos, incapacitados de cuidarem de sua saúde bucal. Nesse grupo está um dos principais diferenciais da OH: a redução nos casos de pneumonia relacionados à ventilação mecânica, que pode chegar a 46% de acordo com estudo publicado no Journal of Intensive Care Medicine, nos Estados Unidos. Além disso, a presença do dentista nas UTIs gera redução de tempo de internação, do gasto com antibióticos de alto custo e prescrição de medicamentos, e promove o diagnóstico precoce de doenças graves.

Por manejar pacientes crônicos, o cirurgião-dentista habilitado em OH pode trabalhar também com atendimento domiciliar, o chamado home care, no qual tem papel importante que vai além do tratamento em si, pois permeia também os familiares, estimulando o conforto do paciente e colaborar para a reabilitação do mesmo.

AS ÁREAS DE ATUAÇÃO DA ODONTOLOGIA HOSPITALAR

Apesar de estar em ampla expansão, a Odontologia Hospitalar foi conceituada pelo Conselho Federal de Odontologia em 2015. Segundo o órgão, ela visa a promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças orofaciais, de manifestações bucais de doenças sistêmicas ou de consequências de seus respectivos tratamentos.

A resolução 163/2015 do CFO, que definiu quem são os profissionais que vão atuar na área e quais suas atribuições, determinou também oito categorias de atuação:

a) atuar em equipes multiprofissionais, interdisciplinares e transdisciplinares na promoção da saúde baseada em evidências científicas, de cidadania, de ética e de humanização;

b) ter competência e habilidade para prestar assistência odontológica aos pacientes críticos;

c) ter competência e habilidade para prestar assistência odontológica aos pacientes em regime de internação, ambulatorial, domiciliar, urgência e emergência;

d) saber atuar em caso de emergência médica (suporte básico de vida);

e) atuar na dinâmica de trabalho institucional, reconhecendo-se como agente desse processo;

f) aplicar o conhecimento adquirido na clínica propedêutica, no diagnóstico, nas indicações e no uso de evidências científicas na atenção em Odontologia Hospitalar;

g) incrementar e estimular pesquisas que permitam o uso de novas tecnologias, métodos e fármacos no âmbito da Odontologia Hospitalar; e,

h) atuar integrando-se em programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde em ambiente hospitalar.

CAPACITAÇÃO DEVE SEGUIR NORMAS DO CFO

O dentista que tiver interesse em se habilitar em Odontologia Hospitalar deve procurar um curso com um mínimo de 350 (trezentas e cinquenta) horas, sendo 30% de horas práticas e 70% de teóricas. O número máximo de alunos por turma será de 30, com, no mínimo, um professor com o título de mestre ou doutor. Essas normas foram dispostas na resolução CFO-162/2015 que visam qualificar cada vez mais a área

No CEMOI os alunos têm acesso a 520 horas de aulas teóricas, práticas e à distância, com módulo exclusivo sobre gestão empresarial. São 15 módulos ministrados mensalmente em um final de semana, no Rio de Janeiro (Casa de Saúde São José) ou em Brasília (Hospital Daher).

Os certificados do CEMOI já são reconhecidos pelo CFO, além de trazerem o selo de acreditação internacional do Latin American Quality Institute e do Colégio Brasileiro de Odontologia Hospitalar e Intensiva.

Atuação de dentistas nas UTIs muda parâmetros em hospitais brasileiros

A odontologia hospitalar (OH) é uma das área de atuação que mais vem sendo procurada nos últimos anos no Brasil. Muito disso se deve ao fato de que os hospitais perceberam a relevância da saúde bucal em pacientes sistemicamente comprometidos.

Seja em unidades de terapia intensiva, semi-intensiva, coronarianas e leitos de internação, o dentista passou a interagir com a equipe multidisciplinar composta também por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e enfermeiros para acompanhar aqueles que mais precisam.

“Os pacientes internados apresentam, em grande parte dos casos, uma higiene bucal deficitária, o que permite a propagação de patógenos que propiciam o aparecimento de outras doenças, principalmente as respiratórias”, explica Claudia Baiseredo, diretora do Centro Multidisciplinar de Odontologia Intensiva (CEMOI).

É importante que infecções e processos inflamatórios oriundos da cavidade bucal não interrompam outros tratamentos. Como é o caso da perda do ciclo quimioterápico, ocasionado devido aos processos inflamatórios, da mucosa oral, muito comum nos pacientes oncológicos, e conhecidas como mucosites.

DIFERENCIAIS DA ODONTOLOGIA HOSPITALAR
A inserção da odontologia nas unidades de tratamento intensivo traz inúmeros benefícios, como redução de tempo de internação, diminuição do gasto com antibióticos de alto custo e prescrição de medicamentos, diagnóstico precoce de doenças graves, queda na indicação de nutrição parenteral com o paciente conseguindo se alimentar pela boca e consequentemente melhora da qualidade de vida do paciente e redução dos custos de internação.

A redução nos casos de pneumonia relacionados à ventilação mecânica é uma das importantes conquistas. Estatísticas da Anvisa mostram que 33% dos pacientes de UTI que desenvolvem essa infecção evoluem para óbito. O trabalho do cirurgião-dentista se dá no cuidado com o pacientes da UTI com insuficiência respiratória, que precisa de um aparelho para ajudar na oxigenação, mas que acaba aumentando o volume de bactérias que alcançam o pulmão, causando a infecção. Um episódio de pneumonia associada à ventilação, além de prolongar o tempo de internação em aproximadamente 12 dias, aumenta os gastos com recursos e uso de antibióticos. Uma pesquisa publicada no Journal of Intensive Care Medicine, nos Estados Unidos, comprovou que a redução de pneumonias associadas à ventilação mecânica, ou seja, entubação, chegou a 46%.

A implantação da assistência odontológica em hospitais públicos e privados tramita na Câmara Federal há alguns anos em 2016 recebeu parecer favorável da relatora do Projeto de Lei 34/2013, Senadora Ana Amélia, mas ainda não foi sancionado. Ele regulamenta a presença do cirurgião-dentista nas UTI’s e inclui a assistência odontológica no atendimento e internação domiciliares do Sistema Único de Saúde.

HABILITAÇÃO NA ÁREA É OBRIGATÓRIA
Pacientes renais, cardiopatas, transplantados de órgãos e tecidos, diabéticos, oncológicos e senilidade avançada necessitam de atendimento especializado. É preciso uma avaliação detalhada, sendo necessário o acompanhamento multiprofissional para garantir o resultado esperado.

De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, o cirurgião-dentista habilitado em OH pode atuar em equipes multiprofissionais, interdisciplinares e transdisciplinares na promoção da saúde baseada em evidências científicas, de cidadania, de ética e de humanização. Essa habilitação permite que o profissional acompanhe o paciente após a alta hospitalar em regime ambulatorial e domiciliar, desde que haja equipamento e infraestrutura adequados às demandas pós-internação.

Os cursos de Odontologia Hospitalar (OH) devem ser realizados com um mínimo de 350 horas, sendo 30% de horas práticas e 70% de teóricas. O número máximo de alunos por turma será de 30, com, no mínimo, um professor com o título de mestre ou doutor.

 

Dentista reduz a zero casos de pneumonia em UTI de hospital

Mais uma comprovação da importância do cirurgião-dentista nas unidades de tratamento intensivo foi constatada nessa semana. Há 13 meses o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) apresenta índice zero de pneumonia associada à ventilação mecânica em pessoas internadas na UTI Adulto.

O resultado é consequência do trabalho multiprofissional que iniciado a cerca de seis anos que integrou dentistas para cuidar dos pacientes em estado crítico. O modelo inclusive começou a ser estendido neste mês para as demais unidades da Secretaria de Saúde que contam com UTI.

O dentista Marcos Barbosa Pains, primeiro profissional da área a atuar no serviço rotineiro, explica que o trabalho foi iniciado na identificação de quadros infecciosos de difícil tratamento, mesmo com a aplicação de diversos recursos terapêuticos: “Somente com a avaliação odontológica foram diagnosticados problemas de saúde bucal, que foram tratados para que o paciente recebesse alta”.

Como explicar a redução 

A redução nos casos de pneumonia relacionados à ventilação mecânica se deu através do tratamento do dentista aos pacientes da UTI com insuficiência respiratória, que precisam de um aparelho para ajudar na oxigenação, mas que acaba aumentando o volume de bactérias que alcançam o pulmão, causando a infecção.

Antes do investimento na odontologia hospitalar, o HRC apresentava uma taxa de densidade de infecção (que é o número de pacientes com pneumonia em um dado período dividido pelo número de dias em ventilação mecânica x 1000) na casa de 8. Os números foram caindo, até que de julho de 2016 até agora não foram mais registrados casos.

Estatísticas da Anvisa mostram que 33% dos pacientes de UTI que desenvolvem essa infecção evoluem para óbito. Um episódio de pneumonia associada à ventilação, além de prolongar o tempo de internação em aproximadamente 12 dias, aumenta os gastos com recursos e uso de antibióticos.

Investimento na capacitação

Aluno da primeira turma do CEMOI, Marcos conta que sua atuação é diária na avaliação dos pacientes, remoção de placa bacteriana visível, eliminação de focos infecciosos, extrações e restaurações provisórias, diagnósticos de doenças diversas e supervisão do protocolo de higiene bucal executado pela equipe de enfermagem.

Apesar de já ter uma relativa experiência na área anteriormente, Marcos destaca que o curso de habilitação em Odontologia Hospitalar acrescentou conhecimentos e consolidou seus aspectos da prática clínica. “A rede de contatos que é criada com outros profissionais também é um diferencial para debates de casos. Além do fato de ter uma certificação na área fazer com que o gestor hospitalar te enxergue de uma outra forma”, comenta.

Outras infecções relacionadas à falta de cuidados bucais também podem ser prevenidas com o trabalho dos dentistas, como os abcessos (pus na cavidade bucal), a endocardite e a periodontite (infecções no coração e na gengiva, respectivamente). O quadro pode piorar caso as bactérias acessem o sistema circulatório, o que pode causar, inclusive, infecção generalizada. Além disso o dentista contribui no diagnóstico de outras doenças causadas por fungos, vírus ou bactérias, como candidíase e herpes.

Oportunidades para dentistas

A Odontologia Hospitalar é uma área em franca expansão, e no Distrito Federal isso é uma realidade. “Nosso trabalho comprova que a manutenção do dentista na UTI o tempo todo, e não apenas dando assistência eventual através de resposta aos pareceres da equipe médica, é de suma importância. A presença do dentista diariamente na UTI acaba mudando positivamente a mentalidade de todos os profissionais da unidade. O trabalho é feito em equipe e a presença do cirurgião-dentista é essencial, já que nosso trabalho vai muito além da higiene bucal”, defende Marcos.

Consulta pública: cirurgião-dentista na UTI e Home Care

Participação da sociedade é essencial para garantir a presença do cirurgião-dentista na UTI

O Senado realiza consulta pública sobre obrigatoriedade da presença de cirurgião-dentista na UTI e Home Care. O  PLC34/2013, que torna obrigatória a prestação de assistência odontológica aos pacientes em regime de internação, tramita no Senado há mais de dois anos.

Chegou o momento da sociedade em geral opinar.

É essencial a ampla participação da comunidade acadêmica, profissional e de toda a área da saúde nesta importante votação, que pode agregar força para que o projeto de lei saia definitivamente do papel.

A última aprovação da Lei estadual que determina a obrigatoriedade do cirurgião-dentista na UTI nos hospitais públicos foi no Distrito Federal. Saiba os detalhes de como ocorreu o processo: Odontologia Hospitalar agora é lei no DF. Leia mais aqui.

Mais cuidados aos portadores de doenças crônicas

A ementa, de autoria do Deputado Federal Neilton Mulim, obriga a prestação de assistência odontológica:

  1. pacientes em regime de internação hospitalar;
  2. portadores de doenças crônicas; e
  3. aos atendidos em regime domiciliar na modalidade Home Care.

A obrigatoriedade do cirurgião-dentista nas UTIs e Home Care de que trata o caput deste artigo alcança todos os hospitais brasileiros de médio e grande porte.

Já os pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva, a assistência odontológica será prestada obrigatoriamente por cirurgião-dentista e nas demais unidades por outros profissionais devidamente habilitados para atuar na área, supervisionados por um odontólogo. Leia aqui o texto completo.

Menos infecções oportunistas e redução dos custos hospitalares

A recuperação do paciente sob cuidados intensivos, principalmente, aqueles com ventilação mecânica, cerca de 80% não evoluem para pneumonias associadas ao uso do tubo orotraqueal.

Estudos complementares comprovam ainda que inúmeros são os benefícios que o profissional habilitado em Odontologia Hospitalar acrescenta a equipe hospitalar. Alguns deles como a redução de tempo de internação, diminuição dos gastos com antibióticos, assertividade na prescrição de medicamentos, diagnóstico precoce de doenças graves e redução da indicação de nutrição parenteral.

Passo a passo para garantir o serviço aos pacientes menos assistidos

Primeiro você precisa votar no site do Senado Federal, mas antes de ir até lá, saiba o que irá precisar:

    1. Para efetivar o seu voto, precisará de uma cadastro. É rápido e simples de ser feito, basta utilizar sua conta do Facebook, Gmail ou qualquer outro servidor de e-mail;

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    1. Após criar a conta, o sistema exigirá a confirmação e autenticidade. Essa ação serve para que não sejam computados votos de forma dobrada e que a consulta seja fidedigna; e

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  1. Após se cadastrar, caso a pessoa não seja automaticamente redirecionada para a página da votação, basta ir na área de busca do site e digitar “assistência odontológica a pacientes em regime de internação hospitalar“. O sistema encontrará a consulta pública e então é só votar no SIM a favor da preposição.

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Agora, você está pronto para votar, clique no link abaixo, participe e não deixe de convidar seus amigos, familiares e colegas de trabalho para fazer o mesmo.

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Casos de sucesso na Odontologia Hospitalar: como ser um deles

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Casos de sucesso na Odontologia Hospitalar

Por ser uma área de atuação ainda muito nova. Poucos são os casos de sucesso na Odontologia Hospitalar. Quando falamos de sucesso, entenda-se por aqueles profissionais que vivem desse segmento e obtém retorno satisfatório.

No dia 12 de agosto de 2017, o I Encontro CEMOI – 5 anos, fez história. Foi o primeiro evento nacional que apresentou a trajetória de ex-alunos de um curso de habilitação em Odontologia Hospitalar, aplicando os conhecimentos aprendidos no mercado de trabalho.

É claro, que o mérito não é apenas do curso, mas, sim, daqueles que acreditaram na Odontologia Hospitalar e fizeram dela seu ponto de partida.

Os temas abordados no Encontro

Os temas do Encontro foram elaborados tendo por base a evolução da Odontologia Hospitalar nos últimos anos, o reconhecimento profissional e as perspectivas para o mercado de trabalho. Uma oportunidade para conhecer a trajetória de sucesso de quem fez da Odontologia Hospitalar um diferencial na carreira.

Houve também a celebração dos cinco anos de fundação do CEMOI. “Desde 2012, foram mais de 300 cirurgiões-dentistas habilitados em ambiente UTI/CTI. Atualmente, o CEMOI tornou-se o único curso do Brasil com selo de acreditação internacional emitido pela Latin American Quality Institute. Temos muito o que comemorar“, destaca a diretora, Dra Claudia Baiseredo.

Os principais casos que chamaram atenção

Em geral, a grade de palestras contou com temas da área odontológica e de como empreender no segmento. A palestra inaugural, contou com a presença do Diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Marcos Cyrillo: “O uso de antibióticos e resistência bacteriana“.

Patrícia Mendes, Gerente de Negócios do Hospital Daher com o tema “Gestão Hospitalar e a inserção da equipe de Odontologia Hospitalar. Cinco ex-alunas do CEMOI apresentaram estudos de casos clínicos obtidos em seus hospitais e de como tornaram-se referencias, após a resolutividade e efetividade do tratamento.

Além da grade científica, destaque a parte, foi dado aos alunos que empreenderam e montaram equipes dentro dos hospitais privados. Como lograram êxito e retorno financeiro com a Odontologia Hospitalar.

casos de sucesso na odontologia hospitalar cemoi ex-aluno

Outro caso de sucesso que chamou atenção foi a estruturação dos serviço de odontologia domiciliar, as dificuldades durante a criação e como venceram os desafios ao longo do tempo.

As vantagens de um serviço de sucesso na Odontologia Hospitalar

Para participar do rol desses casos de sucesso na Odontologia Hospitalar é preciso conhecer alguns pontos importantes. Para começar, separamos os três principais ambientes nos quais a Odontologia Hospitalar trará diferenciais e oportunidades.

Lembre-se, antes de qualquer coisa!

Estude, leia bastante sobre o assunto. Procure amigos que tenham um pouco mais de conhecimento e que gostem de compartilhar. Participe de Congressos e Simpósios, inclusive de médicos, de enfermagem e afins.

Claro que tudo isso, lhe dará uma base, mas não se esqueça de habilitar-se, a ANVISA exige que o profissional seja devidamente capacitado. Com o respaldo do Conselho Federal de Odontologia, as oportunidades são ainda mais sólidas.

No consultório odontológico

  1. Oportunidade de ampliar a carteira de pacientes;
  2. Maior segurança no atendimento ao paciente sistemicamente comprometido;
  3. Possibilidade de negociação de pacotes diferenciados com os planos odontológicos;
  4. Crescimento profissional e maior segurança no atendimento; e
  5. Permitir que pacientes antigos da sua carteira permaneçam no seu consultório.

Ambiente Hospitalar

  1. Oportunidade de ampliar a carteira de pacientes;
  2. Trabalho em equipe multiprofissional;
  3. Possibilidade de aumento da carteira de pacientes em até 40%;
  4. Maior conhecimento agregado na área médica;
  5. Reconhecimento profissional; e
  6. Experiência odontológica com pacientes de alta complexidade.

Atendimento Domiciliar

  1. Oportunidade de ampliar a carteira de pacientes;
  2. Diferencial no tratamento de pacientes com dificuldades de locomoção;
  3. Ampliar a carteira de pacientes em até 30%; e
  4. Possibilidade de firmar novas parcerias com empresas de home care.

 

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Pesquisadores marcam presença no I Encontro de Odontologia Hospitalar

Encontro de Odontologia Hospitalar traz pesquisadores de renome

Para celebrar seus cinco anos de fundação, o Centro Multidisciplinar de Odontologia Intensiva (CEMOI) organiza no dia 12 de agosto de 2017 o I Encontro de Odontologia Hospitalar.

A proposta é reunir amigos, alunos, ex-alunos, professores e pesquisadores da área para um dia de festa, com debates, palestras, apresentação de casos clínicos e coquetel.

Equipe de peso marca presença

Quatro nomes de peso estão confirmados para o Encontro. O Dr. Marcos Cyrillo ministra curso sobre resistência bacteriana. Ele é diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Coordena a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital do Servidor Público Municipal e do Hospital IGESP. É membro da Câmara Técnica da Anvisa de CCIH e da comissão Farmacotepêutica da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

encontro de odontologia hospitalar do CEMOI

Outro nome esperado devido ao tema é de Patrícia Mendes, administradora de empresas, com MBA Gestão em Saúde, MBA Gestão de Pessoas e Licenciatura de nível superior. Possui mais de 10 anos de experiência na área de saúde, atuando em operadoras de saúde, clínicas e hospitais.

Atualmente é Gerente de Negócios do Hospital Daher, em Brasília, na qual atua diretamente com negociação e estratégias junto às operadoras de saúde, órgão federais, tribunais, embaixadas e seguradoras internacionais.

Atua como professora do CEMOI, no curso de Gestão Hospitalar, e como coordenadora/professora da Apreender Negócios, no qual ministra cursos relacionados a gestão, negociação e contratualização com prestadores de serviços.

Bernardo Gaertner é ex-aluno do CEMOI e ministrará palestra sobre estruturação de serviço de Odontologia Hospitalar. Graduado em Odontologia, possui aperfeiçoamento em Ortodontia e residência em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo faciais. Destaca-se na coordenação da equipe de Odontologia dos Hospitais Santa Marta e São Francisco.

A outra palestra será ministrada pelo Dr. Danilo Fialho. Estruturação de serviço de Home Care. Cirurgião-dentista com especialização em endodontia, possui MBA em Gestão Estratégica de Marketing, habilitação em Odontologia Hospitalar e proprietário da empresa “Meu dentista em casa”.

Local, data e inscrições

O I Encontro de Odontologia Hospitalar do CEMOI ocorrerá em Brasília, no Ed. Advance I Centro Clínico Sulo dia 12 de agosto de 2017 às 08:00h.

As inscrições para o I Encontro CEMOI – 5 anos estão finalizadas. https://www.sympla.com.br/encontro-cemoi-5-anos__145606

 

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